The Days After Drugs
trash glam

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i think i’m still drunk

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addictions

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We could live like Jack and Sally

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That’s it

E desde o último post eu estava me preparando pra escrever isso. Mas só escreveria quando estivesse realmente preparado e seguro - e chegou.

Pronto. Acabou.

Outro dia a TV estava ligada passando um filme, e eu comecei a assistir como quem não quisesse nada. “Romance” era o nome, um filme nacional. Uma história bem… interessante. No filme, usam o termo “amor recíproco infeliz”. Eu achava que ainda não estava pronto para ver esses filmes de romance e tal, mas digo que me serviu perfeitamente. Me interessei tanto que depois voltei o filme para assistir o início, já que eu tinha pego da metade. 

Uma amiga chega em casa, entra no meu quarto. Estava esfregando as paredes e com dois sacos de lixo cheios do lado da porta. “Finalmente, hein” - ela diz. Não que aquelas coisas me incomodassem, mas só não era conveniente guardar tantas lembranças de alguém com quem eu nem tinha mais contato. 

Mas isso já faz algumas semanas. Fiz coisas novas nas paredes do meu quarto e pronto, ficou com um aspecto muito melhor. Mas isso me atingia, algumas horinhas por noite antes de dormir foram gastas com isso na cabeça. Até que há alguns dias atrás eu percebi que nem pensava mais. E, se pensasse, não me atingia (era aquela dor pequenininha que chegava a ser boa). As pessoas já sentiram a diferença, parece que é outro tipo de energia. Como se o meu astral refletisse nas paredes do quarto. Enfim.

Hoje, sem querer, vi alguma coisa que não me permitia ver. Mas eu estava bem, né? Decidi fazer um teste, me aprofundar e ver o que acontecia: estou bem - foi aí que percebi e decidi escrever.

E é com grande alívio (e certa tristeza também) que digo que me libertei desse… amor recíproco infeliz. Porque quando você ama, mesmo que não correspondido, você passa a ver a vida de outra forma. A vida voltou a ser sem-graça, eu só penso na minha faculdade e em crescer - mas isso está tendo cada vez mais graça. É Marte-Mercúrio em Capricórnio tomando conta de mim. Ainda tem Vênus em Sagitário, Vênus também da Bruna Surfistinha, que significa “o diferencial”. Mas o que me descreve mesmo é Saturno em Aquário, perfeitamete. Descobri que TODO o meu mapa astral é voltado para a carreira. Pois então vamos :)

You always have a choice.

You always have a choice.

Oi, Stephan.

Oi. Se prepara, porque aí vem dias de pensamento acumulado.

Posso dizer que nunca me conheci tão bem. E que, na verdade, é só com um montão de informações e vivências adicionais ao meu “eu” antes de você. Porque foi com você que eu me perdi -mas eu adorava estar perdido.

Enfim estou me achando. A pessoa que prefere estar sozinha na maior parte do tempo, com companhia apenas de animais. Que gosta do silêncio e da calma. Ambiciosa, não consegue ficar muito tempo sem produzir nada. Ficar muito tempo no computador tendo uma lista de trabalhos para fazer me irrita. Eu faço tudo, corro atrás de cada coisa e simplesmente não consigo ficar parado. Faço até o que não devo fazer, só para acrescentar alguma coisa em mim.

Um dia desses meu quarto estava em estado interditado, em que era impossível de se andar e procurar as coisas. Foram semanas de bagunça se acumulando, e eu não tinha vontade de arrumar. Eu estava mal por sua causa. Acordei um dia e resolvi dar um jeito. Eu perdi um dia inteiro, INTEIRO arrumando esse quarto. Tomei coragem, olhei cada papel e revivi cada momento, embora não tenha jogado nada fora. Horas e horas arrumando e limpando para enfim, ter um quarto organizado. Desde então, eu não consigo mais ver nada fora do lugar nem sujeira no meu quarto. Acho que cada coisa que eu passo serve para acrescentar ou mudar alguma coisa em mim.

Minha psicóloga sempre me dizia que eu criava uma espécie de ambiente de conforto em volta de mim. Que os outros se sentiam bem quando tinham a minha companhia, e que gostavam de tê-la. Isso é uma coisa rara numa pessoa e eu devia ter muitos amigos por causa disso, ela dizia. Pois é. Mas acontece que eu sou (muito) fechado. E, enquanto as pessoas se sentem confortáveis comigo, confiam e se abrem, eu… não sinto nada. Ou não sinto o que elas sentem. Sou sempre o último a começar a retribuir sentimentos, seja lá quais eles sejam. Só teve uma exceção.

Isso tudo pode ser meio contraditório, pois já escrevi em algum lugar (não lembro onde) que eu sempre adquiria sentimentos primeiro, fossem eles bons ou ruins. Agora, pensando melhor, sentimento não é a palavra certa para esse caso, e sim impressão. Como um bom observador, crio impressões muito rápido sobre as pessoas. Mas impressões levam a sentimentos, instantâneos ou não. Com isso gera desentendimento, porque os sentimentos delas por mim podem ser 10x maior do quê eu sinto, e se não mais. Isso leva brincadeiras diferentes, atitudes diferentes e incompatibilidade. Acho que as coisas devem ser recíprocas para terem harmonia.

Sobre voltar para casa: não quero. Eu não tenho o que fazer no Rio, e hoje eu percebo isso. A única coisa que me fazia voltar lá era você. E claro, meus amigos -embora com um crédito menor. Mas eu tenho que evoluir, não posso ficar a vida inteira voltando para casa, vendo meus amigos e se despedindo deles. Gotta move on. Porque eu sei que jamais vou me estabilizar no Rio novamente, então devo aprender a conviver com isso. Embora nunca mais morar na sua cidade natal não seja uma ideia tão agradável, eu sei que estarei em algum lugar melhor. Pensando bem, eu não gostava de um monte de coisas naquela cidade, e o que me fazia ficar pensando QUERO IR PRA CASA, CASA, CASA era você. Tô fazendo meus pais virem me visitar, se eles quiserem, porque eu não vou sair daqui para vê-los. Mas eles também são fracos, e não querem o filho em outro continente. Eu, sinceramente, não pretendo voltar para casa se não for realmente necessário. E eu sei que ainda vou achar um lugar que eu chame de casa por todos os motivos que eu não tinha no Rio.

Sobre cidade pequena: é ótimo. É ótimo para se descobrir, para admirar as coisas pequenas da vida. É bom para descobrir melhor as pessoas, pois todo mundo acaba se encontrando e se unindo. Não é como uma cidade grande, que você vai numa balada e já faz várias “amizades”. Aqui, as pessoas procuram se conhecer melhor, justamente porque você não tem todas essas “opções” de pessoas, mas isso é bom.

Sobre o outro post, que eu ia escrever mais coisa e tinha esquecido: quando eu dei o resultado que eu tanto esperava, várias pessoas me falaram: “eu sabia que você ia conseguir!” Como assim vocês sabiam? Por que vocês acreditam e confiam tanto assim em mim? Talvez eu não me conheça tão bem como vocês.